domingo, 20 de dezembro de 2015

Star Wars O Despertar da Força


   
   
     Sou fã de Star Wars desde os treze anos de idade (Atualmente tenho vinte) e tinha pouco mais de 17 anos quando anunciaram, em 2012, o episódio VII, desde então acompanhei com afinco todas as novidades que saíam e, logicamente, esperava ansiosamente pelo filme. Foram três anos de espera, será que valeu a pena?


                 Com certeza valeu a pena, o filme me surpreendeu de várias formas e o diretor J.J Abrams conseguiu dar continuidade a história ao mesmo tempo que brincava com a nostalgia dos fãs, o longa é repleto de referências enquanto mostra coisas nunca vistas na saga. Das novidades as que mais me chamaram atenção foram os truques de câmera usados para deixar o uso da força mais ameaçador, nos filmes anteriores o poder da força era mostrado, mas não como nesse, em O Despetar da força podemos sentir o poder de Kylo Ren (Adam Driver), que é um vilão realmente ameaçador, levando o espectador, em vários momentos, a temer pela vida dos heróis.
                  Os atores são outro elemento digno de nota, Daisy Ridley (Rey) começa sua carreira cinematográfica com o pé direito, além de estar em um grande filme, está surpreendentemente segura, uma atriz promissora sem dúvida. John Boyega também não deixa a desejar, entrega um ótimo Finn, que em vários momentos é um agradável alívio cômico, o que torna seu personagem ainda mais interessante; os veteranos Harrison Ford e Carrie Fisher retornam em seus papeis clássicos, Han Solo e Princesa Léia. Harrison entrega um Solo um tanto ranzinza, o que é bastante justificável dentro do plot, mas ainda atrevido; Léia, agora chamada de General, tem um aspecto cansado, provavelmente devido a décadas de luta pela instauração e consolidação da Nova republica, que agora enfrenta a ameaça da Primeira Ordem, um bando de fanáticos nostálgicos pelo Império.

A semelhança com o Nazismo é ainda mais gritante na primeira Ordem.



                    Evitou-se no filme o exagero em CGI, o que é ótimo, pois o exagero destes nos episódios I, II e III meio que poluíam a fotografia, os efeitos computadorizados estão lá, mas na medida certa e todos muito bem trabalhados. Em vários momentos os efeitos práticos e manuais, como máscaras e fantasias poderão ser percebidos facilmente e o uso de locações REAIS deixou a fotografia, a mais escura de toda a franquia, muito bela.
                 Em um geral J.J Abrams entrega um episódio que faz jus ao legado de Star Wars e inicia com pontapé de ouro (O QUE?!) a nova trilogia, espero que os próximos filmes mantenham o nível, o que será um desafio tendo em vista a responsa mostrada nesse episódio VII. Esse será um desafio que gostarei de acompanhar.

Nota- 10

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