domingo, 20 de dezembro de 2015

Pálida, um livro cinza

      



      Pálida é, de muitas formas, um livro cinza. É triste, pesado e mostra emoções sempre a flor da pele. O livro é sobre emoções, sobre otimismo e pessimismo e como pensamentos ditos positivos podem deixar uma situação ruim ainda pior. É um trabalho que descreve uma tristeza reflexiva, nostálgica digna dos primeiros românticos misturada a histeria do choro dos poetas do "mal do século".
      O livro, como deixo claro em seu prefácio, tem como foco os sentimentos, não os cenários. A estória é tão focada em seu protagonista, que parece nunca sair da órbita de sua cabeça, suas emoções são as descrições principais, o seu modo um tanto impessoal nomeia os outros personagens. Pálida transborda raiva, frustração e indiferença, os picos extremos aos quais os decepcionados são levados.
        Pensei em Pálida para soar como um resmungo, uma raiva implodida na individualidade, desejo que soe incomodo e passe desconforto. Pálida é uma estória na qual a ternura soa como pura ingenuidade, o amor como uma tênue idealização e a esperança como uma completa ilusão.


No dia 10 de Janeiro será liberado um promo com quatro capítulos de PÁLIDA.

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