sexta-feira, 1 de abril de 2016

A relação entre o príncipe e os governados

Tio Maquiavel todo fodão



Nicolau Maquiavel viveu durante o Séc. XVI, a Itália estava dividida em diversos principados que viviam em lastimável situação política, algumas exceções, como os Estados de Florença e Veneza, vanguardas no comércio com o oriente. Maquiavel procurava construir a imagem do príncipe ideal para unificar a Itália, resolvendo assim o problema político na península.
O príncipe deveria ser, antes de tudo, adaptável, misericordioso quando precisar, impiedoso e brutal quando lhe fosse exigido. Maquiavel acreditava que todos os homens nascem maus, logo são predispostos à mesquinhez e a traição, assim sendo o Príncipe deve prezar por ser temido sobre ser amado, deve causar medo ao povo e aos inimigos externos para manter e legitimar seu poder.
O Príncipe deve ser o símbolo máximo do Estado e de sua vontade e por muitas vezes tomará decisões que fugirão da compreensão do povo e, por isso pareceram arbitrárias. O soberano deve estar nesse assento superior e saber tomar as medidas necessárias no tempo certo, analisando, antes de tudo, a soberania do Estado.

Em síntese, para Maquiavel o Príncipe deve ser um homem público, que assume as formas exigidas pela coisa pública na defesa da soberania do Estado, em uma época onde as disputas por territórios eram constantes, era necessária uma figura forte no comando e, acrescido a isso, a ideia de criar um príncipe consolidado para unificar a Itália. 


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